ORNITORRINCO

A EPIDEMIA DE PAUDESELFIE QUE ASSOLOU #GRATIDÃO E #VIDALOKA



A Charlatã entendeu que era hora de sair do mar no intervalo depois de 2 ondas consideravelmente grandes àquela visibilidade e de possivelmente 6 minutos sem tocar o pé no fundo, fazendo com que tivesse que se exercitar para se manter depois da arrebentação e evitar o que se quer evitar quando se entra no mar. Do lado direito de quem olha da beira d’água para o calçadão, as silhuetas são maiores numericamente, configurando Badalação. A mesa de som envolvida por luzes pisca-pisca confirma a presença de Agito, uma voz marota comemora o suor as línguas os trajes e a noite que se estabelece. A festa está só começando no stand do Check-In dos Artistas de Praia, mas a Charlatã está de saída. 

Na fila de subida da rampa, ela deseja que tivesse qualquer instrumento para limpar a areia e enfrentar a Rua, uma fêmea sem pé nem cabeça, fruto do cruzamento de espécies variadas, trazidas pelo mar por quatro centenas de anos do calendário de Outrora, em que os anos eram longos e 100 anos eram 100 anos. 

Na esteira rolante da orla, vê-se candidatos às estatísticas de morte por Paudeselfie, outros a B.O e um grupo ainda maior tendendo às estatísticas dos Jogos de Azar, tais como (i) Roubo, (ii) Álcool e (iii) Flerte. As duas últimas categorias abrangendo a maior parte da população, independente de classificações relativas à companhia telefônica de que são clientes e da prática ou não do Débito Automático. 


O comportamento perótizado explana a essência cabofriense ocultada pelo Processo de Emergência dos Últimos Tempos. No entanto, a recente epidemia de Paudeselfie fez com que segmentos da sociedade reivindicassem as raízes comuns e o conceito subliminar de união contido no nome original do País Tropical, utilizado antes dos Contratos Extra-Terrestres E Além-Mar agora vigentes.


A Charlatã, que teve a sorte de obter uma vaga no Grupo de Sensibilidade Apurada Para Uso Lúcido, tendo escapado do grupo das Almas Sensíveis Que Piraram, segue seu rumo rumo à área-repartida-em-subsídios-por-estar-sujeita-a-Maresia. Lá, a bandeira local traz a inscrição #Gratidão, numa clara oposição aos setores oriundos da Região Rica em Melanina, cuja flâmula estampa a licença-poética-por-apropriação-de-sentimento: #VidaLoka. 


P.S: A Charlatã faz um apelo ao leitor por Relevância, lembrando que hoje é domingo, dia universal da Abstração dos Fatos. 

Ilustração: Sara Andreasson

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Publicado em 18/01/2015 por em Clara Cavour.
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