ORNITORRINCO

PUT SOME FAROFA – LIVRO REÚNE TEXTOS DO GREGORIO DUVIVIER



Don’t repair the mess. The house is yours. I make question. Pardon anything. Go with god. Come back always. Esse é um trecho do texto publicado em julho de 2014, com o título de “Put some Farofa”, escrito pelo Gregorio Duvivier em sua coluna na Folha de São Paulo. O texto imagina a fala de um brasileiro recebendo um estrangeiro que está de visita ao Brasil durante a Copa.

“Put some farofa” é também o título do livro que acaba de sair pela Companhia das Letras. O livro reúne os textos do Gregorio, tanto os publicados no jornal como suas esquetes do Porta dos Fundos, além de alguns inéditos. Como você deve saber, além de escrever, Gregorio é também ator, roteirista, comediante e poeta. Essa multiplicidade está presente no livro, que inclui artigos de opinião, ficções, memórias, sempre com uma verve humorística e uma observação crítica dos acontecimentos do dia a dia.
No final de 2013 o ORNITORRINCO fez uma entrevista com o Gregorio, no qual ele falou sobre seu processo criativo, suas referências, a repercurssão do seu trabalho e a importância do humor:

ORNITORRINCO: Você faz humor pra gerar o riso? Por que você faz humor?
GREGORIO:
 Acho que inicialmente para suprir uma carência. O riso te dá afeto, passa muito por gostar daquilo de que se está rindo. Eu tenho essa teoria particular. Quando você lê esses caras que falam sobre o riso, eles falam que tem a ver com distanciamento, com superioridade, e eu não acho isso. Pra mim passa muito mais pelo afeto. Você ri muito mais de quem você gosta. Às vezes em que você mais riu na vida foi entre amigos.

Desde o pré-lançamento do livro, a editora tem lançado uns booktrailers com o autor lendo seus textos. Eu tenho achado os vídeos bem ruins, mas o último que saiu, dele “declamando” o “Put some farofa” na Feira de São Cristovão, no Rio de Janeiro, e interagindo com os trabalhadores, é excelente.

Confira o booktrailer:

Para escrever uma coluna no jornal é necessário estar atento, com o olhar aguçado para os acontecimentos, os assuntos mais discutidos, os esquecidos, estar sempre em um estado de prontidão pois uma ideia pode surgir a qualquer instante. Portanto é, sobretudo, preciso estar vivo, muito vivo. E essa é uma característica do texto do Gregorio, inteligente e corajoso, ele consegue se manter sempre bom, se renovando a cada semana. 

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Informação

Publicado em 19/11/2014 por em Gabriel Pardal.
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