ORNITORRINCO

MARK ZUCKERBERG FASHION WEEK

Se você colocar no Google Imagens o nome do fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, vai ver dezenas de imagens dele usando a mesma roupa, e é possível que você pense que foram todas tiradas no mesmo evento e no mesmo dia. Camisa cinza e um casaco preto. Só que não.

Recentemente, em um debate de tecnologia nos EUA, Mark respondeu à uma pergunta da platéia que questionava justamente o porquê dele usar as mesmas roupas todos os dias. 
A maioria das pessoas ali esperavam por uma resposta piada, mas ele foi bastante sério na sua explicação:

“Eu realmente quero liberar minha vida para que eu tenha que fazer o mínimo de decisões possíveis a respeito de qualquer coisa, a fim de me concentrar em qual a melhor forma de servir a esta comunidade. Tenho a sorte de ter um trabalho onde acordo todos os dias para ajudar e servir a um bilhão de pessoas e sinto que não estarei fazendo-o corretamente se eu estiver gastando a minha energia em coisas que são frívolas para mim”. 

Ele ainda completou dizendo que não usa a mesma roupa todo dia, mas que têm inúmeras peças da mesma camisa cinza e do mesmo casaco preto.

Não sei se você sabe mas o Facebook é azul porque seu criador é daltônico e a única cor que ele identifica igual às outras pessoas é o azul. Além disso, no ano passado, ele anunciou que só comeria a carne que ele mesmo caçasse. Extravagâncias, idiossincrasias, alguns vão dizer que todo gênio tem. Agora, se o Zuckerberg é um gênio, se ele está realmente “servindo a um bilhão de pessoas” isso só em alguns anos poderemos afirmar com certeza. A minha opinião é a de que ele criou algo de verdadeira importância e popularidade, mas a forma como vem conduzindo isso nos últimos anos é lamentável (para não dizer miserável). Querendo ou não, o dilema moderno passou a ser “curtir ou não curtir, eis a questão”, ou ainda “compartilho, logo, existo”, onde quase todo mundo tem um perfil no Facebook (até cachorros e papagaios e gatos), e muitos dos que têm querem sair mas não conseguem.

No futuro, se o Facebook acabar, é possível que nossos netos olhem para esta época de agora como a época onde existiu o Facebook – assim como olhamos para trás e pensamos em Woodstock, por exemplo. E essa marca estará sempre ligada à imagem do seu criador, um jovem nerd de camisa cinza e casaco preto.

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Publicado em 14/11/2014 por em Gabriel Pardal.
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