ORNITORRINCO

ESCORPIÃO, LUA EM LEÃO


[Textos pescados de horóscopos de Escorpião e Leão da astróloga Maína Mello entre fevereiro e maio de 2013. Palavras dela, costura minha.]

Quer você seja discípulo e siga o caminho já traçado por um mestre, quer você seja mestre de si mesmo e vá abrir sua trilha no meio do matagal, não importa: o que importa é o caminho. O outro é sempre espelho, porque é a partir do encontro que a gente se encontra.


Você não tem que provar nada para ninguém, nem para si mesma. Subestimar-se é para os fracos. Você tem fraquezas, mas não é fraca. É só o peso de Saturno nas suas costas, e Saturno pesa tanto quanto chumbo. Mas não existe expansão sem riscos, sem ousadia, sem enfrentar o desconhecido e enxergar a grandeza da vida para muito além dos detalhes.


Aos poucos você vai tirando o pé da areia movediça, mesmo que você esteja com medo de errar, que você esteja com medo de… ter medo. Se você sente, simplesmente sinta. Respire fundo e siga em frente. A vida às vezes se desdobra sozinha.

Tudo bem que você é o próprio Sol, e todas as crianças são divinas, e os acontecimentos de ontem ainda estão reverberando, mas a dependência é parte da experiência humana. Não fique esperando que as coisas façam sentido, porque o sentido é você quem dá. Querer mas não querer, amar mas não amar, precisar mas não precisar… Sabe por que é assim? Porque é uma transformação! Já deu pra você entender que é um ser em terna mutação? Muitos dos mistérios se revelarão. Inclusive os seus.


Durante muitos e muitos séculos, vivemos oprimidos pelo medo. De que? Ora, a flecha do cupido! Essa sensação de suspensão é ilusória, porque as coisas estão acontecendo, embora ainda não tenham se materializado. Não tem essa de que “o que os olhos não vêem, o coração não sente.”. Essa é uma deturpação do ditado original, o coração sempre sente. Continue insistindo em desbravar novos territórios, e deixe que seus afetos se adaptem à sua realidade, e não o contrário – o que pode ser um bálsamo para as emoções. Ver as pessoas como realmente são, e ainda assim, amá-las, não deixa de ser um bálsamo. Descobrir o amor nada mais é do que reconhecer a existência de um outro que não é você. Amor é reconhecimento.


Está esperando o que para se render? Não vai me dizer que está com medo? Meu amor, cedo ou tarde tudo acaba, todo mundo morre. A vida é curta, viva o que tem que viver, está bem?



Maria Rezende é poeta, montadora de cinema e colunista do ORNITORRINCO.
Maína Mello é astróloga, horoscopista, jornalista e escreve em http://www.mainamello.com.br

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Publicado em 19/05/2013 por em Maria Rezende.
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