ORNITORRINCO

TUDO É FRUTO DO QUE SENTIMOS

Nossos sentimentos são nossa única conexão para um plano superior, um universo paralelo onde tudo é energia. Nos interligamos a essa energia através de tudo que sentimos: amor, ódio, desespero, alegria, etc.

Tais energias provocam reações psicológicas e pulsões imprevisíveis em nós mesmos. Nosso subconsciente é constantemente alterado por essas reações.


Transmitimos tais energias através da impressão de sentimentos, das interações humanas até as marcas de sentimentos nas mais variadas formas de arte.


O que eu procuro na minha música é traduzir meus sentimentos da forma mais literal e pura possível, buscando nos sons algo que corresponda ao que eu estou sentindo no momento/período.

Para mim, um sentimento nunca é estático, por isso é sempre um grande desafio colocar algo do tipo em uma gravação. Por isso gosto tanto de improvisar com pessoas, porque assim posso exprimir da forma mais fiel possível tudo que sinto.


A música é uma das formas de linguagens do sentimento. Acredito que uma pessoa, tendo o conhecimento (ou intuição) musical apropriado, pode passar certas emoções básicas através de certas escalas, harmonias e melodias padrões que ela já conhece. Provavelmente será daí que começará a sua música.


A questão é que o sentimento é algo muito mais complexo do que simplesmente “felicidade”, “tristeza”, “alegria”, “desânimo”, etc. Da mesma forma que nunca sentimos a mesma coisa duas vezes, nunca duas pessoas sentirão exatamente a mesma coisa (no mesmo momento ou em momentos diferentes, não importa). Por exemplo, um homem pode amar uma mulher e vice-versa, mas o nível e a própria forma do amor que sentem um pelo outro é totalmente diferente.


É como tocar uma nota em dois instrumentos diferentes. Os timbres serão diferentes, mas poderemos reconhecer a nota e dizer que são iguais. Da mesma forma, podemos tocar, por exemplo, um ‘la’ numa guitarra em dado momento e, dois segundos depois, tocamos a mesma nota no mesmo instrumento. Ela nunca soará exatamente igual (a física comprova isso), apesar de ouvidos menos atentos poderem não perceber a diferença.


Estou usando principalmente a música como exemplo de linguagens dos sentimentos, mas é preciso deixar claro que ela é apenas uma e a uso porque sou mais músico do que qualquer outra coisa. Qualquer tipo de arte, ou mesmo outras atividades banais podem ser utilizadas.


A questão é: o que quero dizer com linguagem do sentimento? Quero dizer, essencialmente, que, com nossas formas de expressão, quase no sentido literal da palavra, traduzimos nossos sentimentos para o campo exterior às nossas mentes (mundo físico).


Agora, levando em conta que nunca sentimos a mesma coisa duas vezes, diria que nossa tradução é fiel ao nossos sentimentos na mesma proporção da capacidade que utilizamos do cérebro. Porque aí já estamos dependendo da nossa memória emocional, que se mistura com nosso subconsciente, cheio de pequenos traumas e lembranças que interferem na nossa capacidade de extrair de fato o que queremos.


Enfim, é nisso que acredito.


Daniel Duque é escritor, músico e economista.
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Informação

Publicado em 18/05/2013 por em Daniel Duque.
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